A Arte da Pesca -Historia

A Arte da Pesca - Historia


A relação do homem com os peixes, é tão antiga quanto a história. Sem ainda ter desenvolvido as formas de tradicionais de cultivo da terra e criação de animais, as sociedades primitivas praticamente dependiam da pesca como fonte de alimentos. 
            Restos de cerâmicas usados no preparo da comida, cascas de ostras e mexilhões encontrados na Escandinávia confirmam que, antes mesmo da captura dos pescados com equipamento apropriado, o homem primitivo era um coletor de moluscos.
            O anzol - como instrumento para captura de peixes - só viria a ser criado algumas centenas de anos depois, bem como as primeiras redes de pesca com o desenvolvimento da tecelagem primitiva, já no fim da Pré-História.
  A pesca amadora é uma das atividades de lazer mais praticada em todo o mundo, envolvendo uma série de serviços relacionados ao setor turístico.

27 abril 2020


Durante muito tempo, os adeptos da pesca utilizaram (e ainda utilizam) o bambu e outras varas naturais como caniços de pesca. Ao entrar o século XX, ainda predominavam as varas de bambu, ao natural ou industrializadas. Varas artificiais, como as de tubo de aço e de outros materiais então conhecidos, não conseguiram firmar-se no mercado, tendo vida efêmera. A grande revolução teve início em fins da década de 30 com a fibra de vidro e o surgimento nos anos 40, das primeiras varas de fibra de vidro tubular. Com o desenvolvimento tecnológico da indústria química chegou-se, para melhorar ainda mais as qualidades das varas, a tubos de grafite de carbono e boron, ao mesmo tempo em que a fibra de vidro também melhorava, tornando-se o tubo mais leve e resistente.


Pelo que se sabe dos levantamentos por pesquisadores do assunto, retrocedendo no tempo ao rastrearem a pouco documentada história da pesca, os primeiros vestígios de um aparelho parecido com uma carretilha datam de meados do século XVII. Na parca literatura a respeito, em que pese ser a pesca uma atividade humana das mais antigas, as primeiras menções á carretilha aparecem nos livros de Barker e Walton, autores ingleses . Isaac Walton, na 2ª Edição de seu livro "The Compleat Angler" (O Completo Pescador de Caniço), de 1655, refere-se á carretilha, chamando-a de "girador".Barker, em seu livro "Art of Angling ( Arte da pesca de Caniço), publicado pouco depois, inclui a primeira ilustração de uma carretilha de pesca (Ira N. Gabrielson, Fisherman's Encyclopedia).


Como não poderia deixar de ser, as primeiras carretilhas eram simples e rudimentares, e não passavam de carretéis fixados á vara, com um pegador para girar a roda e recolher a linha. Foram as ancestrais das carretilhas de pesca de ação simples, até hoje usadas, não tinham nenhum mecanismo de frenagem, e a ação do pegador era direta, correspondendo cada manivelada a uma volta no eixo do carretel. Com o tempo e a evolução industrial, surgiram carretilhas melhores, dotadas de mais recursos: as automáticas, as usadas no flycasting, que recolhem a linha automaticamente, constituindo um aperfeiçoamento das carretilhas simples: as carretilhas multiplicadoras, que, por meio de um conjunto de engrenagens , multiplicam os giros da manivela transmitidos ao tambor, tornando rápido o recolhimento da linha, e as carretilhas de bobina fixa, também chamadas de molinetes, nas quais o carretel, colocado perpendicularmente em relação ao eixo da manivela, não gira, e a linha sai desenrolando-se, levada pela chumbada arremessada. A propósito, não vemos muito sentido em chamar de carretilhas multiplicadoras (multiplers reels) as de carretel rotativo em oposição ás de bobina fixa , visto que ambas são multiplicadoras. Deve ser um termo consagrado pelo uso antes da popularização de bobina fixa, que chegou depois. Aliás, a Encyclopaedia Britânica chama a carretilha de revolving spool reel (carretilha de carretel rotativo). No Brasil, o uso passou a distinguir carretilha de molinete, que no fundo significam a mesma coisa.









A origem da carretilha de tambor rotativo ( multiplier reel ) pode ser localizada nos Estados Unidos, onde foi desenvolvida nas primeiras décadas do século XIX, seus segredos zelosamente guardados pelos fabricantes Os primeiros modelos da carretilha de bobina fixa começaram a aparecer muito tempo depois, em fins do mesmo século, mas na Inglaterra. Informa o autor e renomado pescador esportivo Gilberto Fernandes ( Revista Pescatur nº 19, de 1973 ) que tudo começou na Escócia em 1884, quando um certo Peter Malloch bolou uma engenhoca que pode ser considerada a precursora dos modernos molinetes. Mais tarde, o inglês Alfred Holden Illingworth, aproveitando a idéia de Malloch, teria construído e patenteado o protótipo, que seria produzido em escala industrial pelas casas Hardy Brothers na Inglaterra e Pezon et Michel na França.


Já a história da linha de náilon monofilamento, que revolucionou a pesca amadora em geral e a de arremesso em particular, começou nos anos 30, quando uma equipe de pesquisadores da indústria química americana Du Pont, chefiada por Wallace H. Carothers, fazia experimentos com polímeros, do que resultou a obtenção, em 1938, de uma fibra sintética derivada da resina poliamida, batizada Nylon. A equipe de pesquisadores não estava decerto preocupada com pescarias, mas sua descoberta acabou por tornar-se a maior invenção em matéria de linhas de pesca.


Antes da era do náilon, o que se usava eram linhas de seda trançada, linho irlandês, fios de algodão, linha indiana, etc.,com grandes inferioridades e deficiência em relação ao novo fio sintético. Quanto á distância que se alcançava no arremesso, nem se fale. Apesar disso, o fio de náilon dos primeiros tempos padecia de alguns defeitos, próprios de produtos pioneiros, como excessiva elasticidade, em decorrência do que a linha tendia a comprimir-se dentro dos carretéis, e prejudicando sua saída para o arremesso, afora o problema que causava ao pescador no fisgar e tentear o peixe, dando-lhe a impressão, de certo modo, de estar pescando com um elástico.








Quanto ao anzol, sua história começou há tanto tempo que se confunde com a própria história da espécie humana. Pelas descobertas arqueológicas, supõe-se que os primeiros anzóis tenham aparecido na Idade da Pedra, no Período Neolítico, ou, quem sabe, no Paleolítico Superior. Assim, não se sabe quem o inventou, nem quando, nem onde. Na verdade, tudo leva a crer que não houve propriamente um inventor, mas, diante da necessidade de apanhar peixes para se alimentarem, os diferentes grupamentos humanos primitivos teriam desenvolvido truques e utensílios para isso, chegando aos anzóis de pedra, de osso, de madeira e outros materiais que encontravam.

Vantagens de Pescar na Plataforma de Cidreira

Sabe-se que no antigo Egito dos faraós já se usavam anzóis metálicos. A julgar pelas peças encontradas nas ruínas de Pompéia, nos bons tempos do Império Romano os súditos dos Césares contavam com excelentes anzóis de bronze.


Pelo que se deduz dos primeiros (e poucos) livros sobre a pesca conhecidos, publicados desde fins do século XV, principalmente na Inglaterra , os pescadores de antanho, profissionais ou amadores, precisavam construir manualmente seus próprios anzóis, assim como outros apetrechos de pesca. Ser pescador, mesmo amador, no passado era mais difícil e trabalhoso. Muita gente comprava agulhas de costura e, torcendo-as, delas fazia anzóis. Também fabricante de agulhas produziam anzóis sob encomenda. Os anzóis do tipo "fundo de agulha", até hoje usados, devem ser resquícios dessa época.


No século XVII já existiam fabricantes profissionais de anzóis, a quem qualquer interessado podia encomendá-los, provavelmente especificando os tamanhos desejados e a um custo pouco popular. Os nomes Kirby, Sproat e outros construtores famosos deste tempo acabaram transformando-se em tipos clássicos de anzóis, até hoje fabricados e largamente utilizados em todo mundo. Desses tempos a esta parte , o maior melhoramento de que o anzol se beneficiou não aconteceu exatamente com a peça, mas sim, com o seu processo de fabricação, que desde 1887, por iniciativa da fábrica norueguesa Mustad, passou a ser mecanizado para a produção em grande escala,promovendo, em conseqüência,a popularização do anzol.








Anzol de pedra polida, encontrado na ilha de Páscoa





Anzol feito de osso, de 6.200 a,C





Anzol havaiano de concha, dotado de ponta farpada, com a farpa do lado de fora





Anzol finlandês de madeira






Fonte: Noções Gerais de Pesca de Arremesso


Autor: Silvio Fukumoto


Como dizia Jorge Dias Martins (antigo companheiro do Forum Pesca de Praia), "Com tempo aprendemos que pescaria é muito mais do que pegar peixes..".

Piers


Gravura do cais vitoriano em Margate, no condado inglês de Kent, 1897

Brighton Palace Pier ao entardecer. Inaugurado em maio de 1899, o píer possui 3 bares, um restaurante, quiosques de fast food, 2 montanhas-russas e uma galeria de diversões
Piers   foram construídos pela primeira vez na Grã-Bretanha durante o início do século XIX. [2] As estruturas mais antigas foram o Ryde Pier , construído em 1813/4, o Trinity Chain Pier, perto de Leith, construído em 1821, e o Brighton Chain Pier , construído em 1823. [2] Somente o mais antigo desses cais ainda permanece. Naquela época, a introdução das ferrovias permitiu pela primeira vez o turismo de massa em resorts à beira-mar. As grandes extensões de maré em muitos desses resorts significavam que, durante grande parte do dia, o mar não era visível da costa. O píer do prazer era a resposta dos resorts, permitindo que os turistas passassem por cima e ao lado do mar o tempo todo. [3] O maior cais de lazer do mundo fica aSouthend-on-Sea , Essex , e se estende por 2,1 km até o estuário do Tamisa . [2] O cais mais longo da costa oeste dos EUA é o Santa Cruz Wharf , com um comprimento de 2.745 pés (837 m). [4]
Fornecendo uma passagem para o mar, os cais de recreio geralmente incluem divertimentos e teatros como parte de suas atrações. [3] Esse píer pode ser aberto, fechado ou parcialmente aberto e parcialmente fechado. Às vezes, um píer tem dois decks. O histórico cais de prazer de Galveston Island, em Galveston , Texas, possui uma montanha-russa, 15 passeios, jogos de carnaval e lojas de souvenirs. [5]
Os primeiros cais de recreio eram de construção em madeira, com o primeiro cais de lazer em ferro sendo o Margate Jetty, aberto em 1855. [6] O cais de Margate foi destruído em tempestades em 1978 e nunca foi reparado. [6] O maior píer de ferro que ainda resta é o de Southend. Aberto pela primeira vez como um píer de madeira em 1829, foi reconstruído em ferro e concluído em 1889. Em uma pesquisa realizada em 2006 no Reino Unido, o público votou o píer à beira-mar na lista de ícones da Inglaterra. [7]


Plataformas de pesca 

Muitos píeres são construídos com o objetivo de fornecer aos pescadores sem barco o acesso a pesqueiros inacessíveis. [8] 

Piers do mundo 


A 6,5 km [9] (4 milhas), o terminal remoto em Progreso, Yucatán , México , é o maior cais do mundo.

Bélgica 

Em Blankenberge, um primeiro cais de lazer foi construído em 1894. Após sua destruição na Primeira Guerra Mundial , um novo cais foi construído em 1933. Permaneceu até os dias atuais, mas foi parcialmente transformado e modernizado em 1999-2004.
Em Nieuwpoort, Bélgica, existe um píer de prazer em ambos os lados do rio IJzer .

Holanda 

Scheveningen , a cidade costeira de Haia , possui o maior píer da Holanda , concluído em 1961. Um guindaste, construído no topo da torre panorâmica do píer, oferece a oportunidade de fazer um salto de bungee de 60 metros (200 pés) de altura sobre as ondas do mar do Norte. O cais atual é o sucessor de um cais anterior, que foi concluído em 1901, mas em 1943, destruído pelas forças de ocupação alemãs.

Reino Unido 

Inglaterra e País de Gales 

O primeiro píer registrado na Inglaterra foi o Ryde Pier , inaugurado em 1814 na Ilha de Wight , como um ponto de aterrissagem para permitir a passagem de balsas para o continente. Ainda é usado para esse fim hoje. [10] Ele também tinha uma função de lazer no passado, com a cabeça do píer contendo um pavilhão e ainda hoje existem instalações para refrescos. cais de ferro fundido mais antigo do mundo é o cais da cidade de Gravesend , em Kent , inaugurado em 1834. No entanto, não é reconhecido pela National Piers Society como sendo um cais à beira-mar. [11]
Após a construção do primeiro píer à beira-mar do mundo em Ryde, o píer tornou-se elegante em resorts à beira - mar na Inglaterra e no País de Gales durante a era vitoriana , atingindo o pico na década de 1860, com 22 sendo construídos nessa década. [12] Um símbolo do feriado britânico típico à beira-mar, em 1914, mais de 100 cais de recreio estavam localizados ao redor da costa do Reino Unido. [2] Considerado entre as melhores arquiteturas vitorianas, ainda existe um número significativo de pilares de mérito arquitetônico à beira-mar, embora alguns tenham sido perdidos, incluindo alguns em Brighton , East Sussex, e um em New Brighton, no Wirral.e três em Blackpool, em Lancashire . [3] Dois cais, Brighton é agora abandonada West Pier e Clevedon Pier , foram Grau 1 listados . Pier Birnbeck em Weston super Mare é o único cais do mundo conectado a uma ilha. National Piers Society fornece uma figura de 55 cais marítimos sobreviventes na Inglaterra e no País de Gales. [1]
Os cais de pesca são uma ótima maneira de acessar águas mais profundas sem um barco e, muitas vezes, oferecem fontes de entretenimento e, dependendo do cais, pode ser remoto ou bem no meio da agitação de uma grande cidade. Os melhores cais de pesca da América não devem ser esquecidos e, se você estiver na área de qualquer um desses cais, traga uma vara e experimente essa maneira única de pescar em primeira mão.
Agora, com isso dito, pensamos em reunir esta lista dos nossos 20 principais cais de pesca, costa a costa, nos Estados Unidos (sem nenhuma ordem específica). Aproveitar!
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